Um consórcio de universidades públicas começou a testar um sistema de inteligência artificial para sugerir pareceristas e detectar sobreposição entre projetos de pesquisa. A ferramenta lê resumos e palavras-chave e devolve uma lista ranqueada de especialistas.
Docentes que participam do piloto afirmam que o ganho de tempo é real, mas cobram transparência: querem saber quais bases treinaram o modelo e como recursos de grupos menores serão protegidos. Há ainda receio de viés contra áreas das humanidades.
A recomendação inicial da comissão de ética é manter a decisão final humana. O sistema, por enquanto, não reprova nem aprova nada sozinho — apenas organiza a fila.